top of page

História e Missão de BINÍ

a HISTÓRIA da Editora surgiu ao se perceber uma carência de uma plataforma que acolhesse os materiais de artistas independentes, especialmente, no território manauara.  Mas conforme corria o pensamento, acabou-se percebendo que todo o território nacional também é carente de publicações e exposição de artistas independentes, ainda mais quando relembramos todo esse retrocesso pelo qual passa o Brasil, museus queimados, cultura e arte ameaçadas, enfim, muitas tragédias. E com tudo isso, Jessy Martins e Rossemberg S.F. juntaram suas habilidades em suas áreas, respectivamente, Design de Produtos & Web e Letras- Língua e Literatura Portuguesa, e idealizaram uma plataforma que mantivesse como pilares a democratização da arte e do conhecimento e a arte como forma de resistência, nascendo, então Biní, cujo nome é o de uma ancestral de um dos membros da equipe.

Biní migrou de alguma parte da África para alguma parte do Brasil em ano desconhecido, dentro de um barril e aqui chegando, sem saber se comunicar com a língua nativa, provavelmente, só tenha dito Biní, que significa algo que poderemos nunca saber, mas é interessante mencionar que há uma região da África chamada Benim, o que pode ajudar ou não na identificação da origem do nome e da própria pessoa.

Infelizmente, não há registros oficiais, por conta de toda a questão racial envolvida, mas há suas netas de gerações distantes que contam um pouco de sua história, como o fato de seu cabelo ser muito crespo e seu corpo ter uma marca, em local imemorado, mas uma marca, que pode ter sido por motivos escravistas ou por motivos culturais, visto que a escarificação faz parte da cultura de algumas tribos africanas. 

Para a logo, pensou-se em uma face que nos remetesse ao passado, antepassados, povos nativos tanto indígenas quanto africanos, visto que o Amazonas é o lar de muitos descendentes de Biní, além de ser um recanto de índios de cabelo crespo. E com todas essas indicações, a logo é dividida em três partes: a boca com desenhos indígenas, os olhos e nariz com desenhos africanos e um símbolo Adinkra, o Ananse Ntontan, ao centro da testa, representando criatividade e sabedoria e cuja referência é uma aranha muito conhecida do folclore ashanti que se espalhou pela África Ocidental, sendo, em muitas histórias, mensageira divina que tece uma rede de comunicação com o Ser Supremo.

Portanto, dadas as informações, a MISSÃO da Editora é a de ser uma homenagem à história da vida do povo negro que foi impedido de ter registros de seus antepassados, além de ser uma forma de resistência para aqueles que lutam e sonham. Assim, tem-se Biní que é Editora e realiza esse trabalho de forma Independente e, além do mais, como a arte é gigantesca, também se torna Galeria para exposição em formato Digital de artistas independentes, reafirmando o compromisso de Biní com a democratização do conhecimento e da arte, com a divulgação de artistas independentes e a coleção de memórias para que culturas não morram.

© 2021 Por Jessy Martins.

bottom of page